sexta-feira, 29 de agosto de 2014

She - parte I

eu não gostava dela, a serio que não gostava. ela não era muito bonita, não fazia o meu género, não pedia muito de mim, não vinha com tretas lamechas mas era louca por mim. eu tinha outras, eu amava as outras, mas nunca ela. mas ela ficou comigo, sempre. nunca me pediu mais do que eu lhe podia dar. eu estava com outras mesmo em frente dela, e ela nada. não se movia. ficou sempre.
quando a noite apertava e eu não arranjava ninguém ia com ela para casa, porque sabia que com ela podia sempre contar. bastava um suspiro na orelha e ela era minha. como era fácil te-la só para mim. ela sempre foi minha, nunca demais ninguém.
de manha ia embora sem fazer barulho, nunca me acordava, mas eu sabia quando ela saia de perto de mim. a cama ficava mais vazia, o colchão menos apertado e o lençol menos preso. eu ficava sozinho.
depois estava dias sem a procurar, sempre que o meu olhar encontrava o dela eu fingia que não via. como eu era horrível para ela.
depois foi a vez dela de me deixar de procurar, de estar no mesmo lugar que eu todas as noites, de não responder as minhas chamadas, dei por mim a passar 3 e 4 vezes pela rua dela só para ver se a luz do quarto dela estava ligada. numa dessas minhas visitas, vi um rapaz a sair do andar dela, até que não era feio, bem parecido por sinal. liguei o carro e só parei no bar do costume, bebi até não poder mais, sempre me questionando o porque daquele rapaz estar a sair do quarto dela, quarto outrora que só eu conhecia. procurei a rapariga que me pareceu mais fácil para levar para o quarto, precisava de descarregar a minha raiva numa boa noite de sexo. foi ai que vi a rapariga vestida de preto, aproximei-me, inalei o seu perfume, e pumm, era o perfume dela, o sorriso não tinha nada a ver mas por um segundo juro que vi a falha no dente que ela tinha. fugi dali o mais rápido que consegui. não sabia o que me estava a acontecer. passaram-se semanas, e eu já nem ao bar ia porque sabia que ela não estaria la para acabar a noite nos meus braços. as perseguições nocturnas tornaram-se cada vez mais frequentes, todos os dias, la estava eu, sentado no meu carro há espera que a luz do quarto dela se ligasse e que ele desce-se do andar dela e se fosse embora. ela desceu com ele, com o sorriso mais bonito que eu alguma vez vi no rosto dela. estava tão feliz, como antes eu nunca a tinha visto. queria ser o motivo daquela felicidade.
mas o que me estava a acontecer? eu gostava dela, a serio que gostava, ela não era feia, era linda, fazia sem sombra para duvidas o meu género, nunca me tratou mal, sempre cuidou de mim, eu é que fui errado com ela. e agora posso te-la perdido para sempre.


                                                                                                    serie ela e ele ... 


                                                                                                                           

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