sábado, 21 de dezembro de 2013

Sem Espírito Natalício

Ontem, estava com o meu irmão a ver um filme de natal, e ele perguntou-me o que eu quero de prenda de natal, e eu respondi-lhe quase sem pensar no que iria dizer : mor, eu já não sei o que é receber uma prenda no natal, nos anos, ou em qualquer outro dia. há muito tempo que deixei de receber prendas. há muito tempo que deixei de acreditar na magia do natal. e ele muito triste pergunta : e como consegues sorrir ? ao que eu respondo : tenho-te a ti para me fazer sorrir, és a melhor prenda de todas.
Mas é verdade, há muito que o natal me passa completamente ao lado, não é por não receber nenhuma prenda porque é-me indiferente, é porque eu já não acredito. Não consigo ver o natal com os mesmo olhos, com o mesmo sentimento, com a mesma inocência de criança. Mas eu não era assim, eu amava o natal, mas com o tempo o sentimento foi-se desmoronando, fui perdendo a alegria e tornei-me num ser sem capacidade de apreciar a beleza que o natal transmite. eu não acredito no natal, e não porque não queira é mesmo porque não consigo ...
Sei que a chegada do natal trás com ela felicidade, amor, partilha, entre outras coisas, mas a mim já não me trás nada, muito menos felicidade.
É como se fosse impossível para mim, sentir o natal.
Pode ser triste, estranho, mas para mim tornou-se uma coisa normal, algo com que eu vivo bem, algo que não posso mudar.

domingo, 15 de dezembro de 2013

do papel para o blogue ...


dou por mim, a pensar o porque de ter criado o blogue, o porque de ter começado a escrever nele.
a verdade é que no meu peito, tinha muita coisa acumulada pronta a explodir. eu não falo sobre o que sinto a ninguém, guardo para mim os pensamentos, as dores, as tristezas, as alegrias, não consigo, por vezes sou a reserva de muitos segredos alheios e ninguém conhece os meus...
o meu melhor amigo sempre foi o papel e a caneta, neles escrevi sobre tudo e sobre nada, foram eles que me ouviram sempre, e ainda são eles que o fazem. todos os dias escrevo uma frase numa pequena folha de papel, mas já não é como antes, já não passo horas e horas amarrada ao papel a rabiscar o que quer que seja, hoje, o meu companheiro é o computador, tenho páginas e páginas escritas por entre pastas e pastas para que ninguém descubra o que realmente se passa na minha vida.
depois passei para o blogue, já tinha tido um, há muito tempo atrás, privado, um que ninguém podia ler ou ver o que eu escrevia. decidi criar este, não tinha nada a esconder, ninguém sabe quem eu sou, porque eu escrevo para alguém que não existe, para desabafar, e para ler o que escrevi e tentar entender o porque de estar assim.
a escrita sempre foi minha aliada, sempre precisei dela para me sentir bem. e o blogue faz-me sentir bem, é como se fosse uma constante carta que não tem fim para alguém que não existe.
sei que ninguém lê os disparates, as tristezas, os desabafos, os medos, que eu para aqui escrevo, mas mesmo assim continuo a escrever aquilo que sinto, porque sei que se um dia o deixo de fazer, nesse dia expludo de vez.
obrigada blogue por me aturares todas vezes que preciso de ti ...

para ti, que não sei quem és ...

I don't love you, but I always will ...

sábado, 14 de dezembro de 2013

A carta que te escrevi ...


“Algumas vezes na vida, encontras uma amiga especial. Alguém que muda a tua vida simplesmente por estar nela. Alguém que te faz rir até não poderes mais parar. Alguém que te faz acreditar que realmente tem algo bom no mundo. Alguém que te convence que lá tem uma porta destrancada à espera para tu abrires. Isso é uma amizade pra sempre. Quando tu estás pra baixo e o mundo parece escuro e vazio, a tua amiga pra sempre te põe pra cima e faz com que o mundo escuro e vazio fique bem claro. Tua amiga pra sempre ajuda-te nas horas difíceis, tristes e confusas. Se começares a caminhar, a tua amiga pra sempre te segue. Se tu perderes o caminho, ela te guia e te põe no caminho certo. Tua amiga pra sempre segura a mão e diz que vai ficar tudo bem. Tua amiga é pra sempre, e pra sempre não tem fim.”

Marilyn Monroe


Olá princesa, hoje sou eu que te escrevo, hoje sou eu que te dedico algumas palavras, algumas palavras carregadas de sentimento.
É a primeira vez que te escrevo uma carta, e a principio não sabia como começar e o que escrever. Preciso que saibas que EU ESTOU AQUI, que estou aqui a torcer por ti, dar-te força, estou cheia de saudades tuas, literalmente a morrer de saudades tuas. Estou a escrever esta carta com os olhos carregados de lágrimas, porque a saudade que sinto é enorme.
Não sabes a falta que me fazes. Estes tempos por aqui tem sido do pior, a minha vida deu uma volta de 360º, aconteceu algo que me deixou sem chão, sem saber como reagir e como continuar. O meu pai tem c* joana, e eu acordo todos sem saber o que fazer. Vou para a universidade com um sorriso fingido, uma alegria que não existe, uma falsa disposição. Ninguém sabe o que se está a passar comigo, só tu, mas eu tinha que te contar, afinal de contas és minha irmã. Tem sido mesmo muito difícil continuar, sinto-me sem chão, queria tanto que estivesse aqui comigo.
Mas já chega de falar de coisas tristes, a vida é recheada de coisas boas para passarmos o tempo a lamentar.
Vou-te falar agora da universidade, bem, contínua igual, no mesmo sítio, com os mesmos edifícios, B* continua fria como sempre, só no mês passado fiquei doente 3 vezes. As aulas o mesmo de sempre, a Z* com aquela cara que todos nós estamos familiarizados, o LS sempre com as suas piadas que quase ninguém percebe, tudo continua igual, a turma cada vez mais crazy. Ah! Fomos campeões sis, ganhamos o torneio!
Sabes joaninha, só faltas tu para a turma estar completa.
Sempre achei que tinha jeito para as palavras, para escrever, sempre pensei que conseguia escrever sempre aquilo que queria, com palavras bonitas e que faziam transparecer o sentimento, mas, hoje, sinto que não estou a conseguir.
Escrevi e reescrevi esta carta que agora estas a ler, tentando sempre alcançar a perfeição, mas não consegui e por isso peço desculpa, desculpa pela carta não ser aquilo que estavas a espera ou aquilo que precisas de ouvir.
Eu nunca fui muito boa com os sentimentos, por vezes penso que até não os tenho, por não os saber gerir, não os sei demonstrar, mas na escrita, sempre foi diferente. Mas hoje, por ser para ti, não consigo, porque nem todas as mais bonitas palavras do mundo seriam capazes de descrever o amor que sinto por ti, a saudade que sinto, o orgulho de ser tua irmã de praxe, a vontade que tenho de te ver, falta que o teu abraço me faz, as conversas e os pequenos nadas que partilhávamos.
És a pessoa mais bonita que eu conheço, tanto no exterior como no interior, sempre disposta a ajudar, és sem dúvida alguém muito especial.
Criei um laço contigo, mesmo antes de sermos irmãs, sempre me preocupei contigo, sempre gostei de falar contigo, mas quando nos tornamos irmãs, esse laço aumentou 100000 vezes mais. És parte da minha família, e a família protege-se uns aos outros, e eu mesmo longe, preocupo-me contigo, estou sempre contigo em pensamento, protejo-te com a minha força e com a minha amizade, mesmo que não a sintas, ela está todos os dias contigo.
Sabes, eu sou uma pessoa religiosa, não no sentido de ir a igreja todos os dias ou algo de género, mas no sentido de acreditar que existe algo grandioso, algo bom, algo que vale a pena acreditar, e todos os dias peço para que te proteja por mim, que olhe por ti, que te faça sentir amada, que nunca te deixe ficar sozinha.
Acredito que os momentos pelos quais tens passado, não devem estar a ser nada fáceis, mas quando voltares, lembra-te que tens alguém para quem voltar. Tens que voltar para mim.
Não quero parecer egoísta, ou algo de género, mas eu preciso de ti, preciso de ti do meu lado, preciso que voltes, preciso que estejas bem, por senão estiveres bem, eu também não o estou.
Sinto-me incompleta, como se uma parte de mim faltasse, e a verdade é que falta, a minha família não esta completa, falta apenas uma peça, Tu, a minha Joaninha.
Preciso que me perdoes, por não ter sido a irmã que precisavas, por não te ter apoiado mais, por não te dizer todos os dias a pessoa bonita que és, por não falar todos os dias contigo, por não ter estado lá quando mais precisaste de mim, mas eu sou um ser estranho, não é por mal, nasci assim toda errada, toda cheia de defeitos, mas mesmo assim gosto tanto mas tanto de ti.
Estou quase a terminar o que vim aqui dizer, desculpa pelos devaneios e pelas palavras por vezes, um pouco vagas.
Mas não sabia como começar esta carta, não sabia o que te dizer e como te dizer.
Sei que estás sozinha, ai, em Espanha, mas Aqui, nunca estás sozinha, tens os teus amigos, e tens-me a mim, sempre, mas sempre a torcer por ti.
Sorri sempre, aconteça o que acontecer porque tens muitos amigos, muitas pessoas que te adoram e que te amam. A L*, não sei se ainda te lembras dela, manda-te beijinhos carregados de força.
Quero-te forte, quero-te saudável, quero-te feliz, quero que te concentres em ti e no que é melhor para ti, quero a minha Joana de volta. Lembra-te sempre que és linda de qualquer maneira.
Lembra-te nunca estarás sozinha no mundo enquanto eu estiver nele.


Gosto tanto de ti minha princesa linda
Nunca te esqueças disso.
Sê forte, mesmo longe, juntas somos capazes de superar tudo.
Espero ver-te em breve.
Beijos carregados de amor e muita força 

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