domingo, 15 de dezembro de 2013

do papel para o blogue ...


dou por mim, a pensar o porque de ter criado o blogue, o porque de ter começado a escrever nele.
a verdade é que no meu peito, tinha muita coisa acumulada pronta a explodir. eu não falo sobre o que sinto a ninguém, guardo para mim os pensamentos, as dores, as tristezas, as alegrias, não consigo, por vezes sou a reserva de muitos segredos alheios e ninguém conhece os meus...
o meu melhor amigo sempre foi o papel e a caneta, neles escrevi sobre tudo e sobre nada, foram eles que me ouviram sempre, e ainda são eles que o fazem. todos os dias escrevo uma frase numa pequena folha de papel, mas já não é como antes, já não passo horas e horas amarrada ao papel a rabiscar o que quer que seja, hoje, o meu companheiro é o computador, tenho páginas e páginas escritas por entre pastas e pastas para que ninguém descubra o que realmente se passa na minha vida.
depois passei para o blogue, já tinha tido um, há muito tempo atrás, privado, um que ninguém podia ler ou ver o que eu escrevia. decidi criar este, não tinha nada a esconder, ninguém sabe quem eu sou, porque eu escrevo para alguém que não existe, para desabafar, e para ler o que escrevi e tentar entender o porque de estar assim.
a escrita sempre foi minha aliada, sempre precisei dela para me sentir bem. e o blogue faz-me sentir bem, é como se fosse uma constante carta que não tem fim para alguém que não existe.
sei que ninguém lê os disparates, as tristezas, os desabafos, os medos, que eu para aqui escrevo, mas mesmo assim continuo a escrever aquilo que sinto, porque sei que se um dia o deixo de fazer, nesse dia expludo de vez.
obrigada blogue por me aturares todas vezes que preciso de ti ...

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