Hoje soube que tu,
estás sozinho, que não estás mais preso a nenhum outro ser deste planeta. Por
segundos pensei em te procurar, saber o que vai na tua mente e se ainda
precisas de mim para te acalmar a dor e curar o coração. Sempre estive la para
ti, e senti que precisavas de mim, precisavas que cura-se o teu coração e que
dissesse que ias ficar bem. Que voltava a cuidar de ti como sempre
fiz …
Mas foi nesse mesmo instante que me lembrei de mim, da minha
dor e do meu coração magoado. E por isso fiquei com a minha dor e com o meu
coração. E foi ai que percebi que me amo mais do que te amo a ti. Não nego que
por vezes me dá uma vontade imensa de pegar no telemóvel e marcar o teu número
só para matar saudade da tua voz e das nossas longas conversas sobre tudo e
sobre nada. Mas sei que não o posso fazer. A vida levou-nos para caminhos
diferentes, futuros e ideais diferentes. Mas no fundo continuamos aqueles dois
idiotas que fugiam de casa para estarem juntos. É disso que eu mais sinto
falta, sabes? Destes pequenos nada que vão preenchendo o meu dia, e fazendo com
que eu sorria sem me aperceber. Não é de ti que eu sinto falta, mas do que vivemos, e é
isso que não me deixa seguir em frente – as memorias- são demasiadas para serem
ignoradas ou deixadas de parte. mas com todas esta memorias, com todas estas incertezas, eu sei que preciso de aprender a amar outra vez, eu preciso de apreender a amar-me, a gostar de mim, a dar-me valor, porque eu sou a pessoa mais importante do meu Mundo e não tu.
tu vives no teu mundo a parte de toda a realidade, o meu mundo nunca pertenceu ao teu mundo, nunca fomos a mesma face da moeda. eu sempre fui mais vulcão e tu mais terra e isso não muda do dia para a noite, aquilo que eu quero para mim não é aquilo que tu queres para ti. eu tenho sonhos e pretendo realizados enquanto que tu acreditas que os teus se realizaram sem que tenhas que lutar por eles, porque tu és tu, e isso sempre fez a diferença.
Sem comentários:
Enviar um comentário